Suplementação de vitamina D para a saúde da mulher!

A vida da mulher é marcada por alterações fisiológicas, metabólicas e hormonais que podem desencadear diversos sintomas físicos e emocionais ou até condições clínicas exclusivas ao organismo feminino, como a endometriose, que impactam sua qualidade de vida. Nesse sentido, a nutrição pode ser uma grande aliada para a modulação dessas condições, tanto por meio da melhora de hábitos alimentares e de vida como a partir da suplementação de nutrientes-chave, como a vitamina D!

Vitamina D – O nutriente do equilíbrio corporal

A vitamina D3, também conhecida por colecalciferol, é essencialmente necessária para a homeostase do organismo. A principal fonte de obtenção desse nutriente é mediante a exposição à radiação ultravioleta B (UVB) e por meio da alimentação. Porém, apesar de sua importância para o equilíbrio do organismo, a prevalência de sua deficiência é alarmante.

No Brasil, cerca de 77% dos adultos, inclusive mulheres, têm valores menores do que 20ng/mL de vitamina D circulantes, o que já é considerado deficiência. Os principais fatores de risco para hipovitaminose D são: envelhecimento, privação de sol, tabagismo, poluição, alguns medicamentos, entre outros. Além disso, há escassez de fontes alimentares, o que torna a sua suplementação aliada da adequação das suas concentrações corporais (CHAROENNGAM; HOLICK, 2020; SBD, 2020).

Ela é um nutriente essencial para diferentes funções do organismo, como a regulação do metabolismo do cálcio e do fósforo, o adequado funcionamento do sistema imunológico, o controle de pressão arterial e, ainda, participa nos processos de multiplicação e diferenciação celular. Além disso, a literatura científica destaca o seu papel em diversos aspectos relacionados à saúde da mulher:

Tensão Pré-Menstrual

Com mais de 200 sintomas associados, a Tensão Pré-Menstrual (TPM) é muito comum nas mulheres em período fértil. Ela costuma iniciar, em um ciclo de 28 dias, nos 10 primeiros dias que antecedem a menstruação. Mulheres com níveis séricos de vitamina D menores de 20ng/mL apresentam um risco aumentado para os sintomas de TPM, como cãibras, fadiga, ansiedade e desejo sexual reduzido, além de desejo de ficar sozinha (JAROSZ; EL-SOHEMY, 2019).

Bahrami et al. (2018) avaliaram a suplementação de vitamina D em 897 adolescentes com TPM, por 9 semanas. A prevalência de TPM, após a intervenção, caiu de 14,9% para 4,8%. Essa suplementação foi associada a uma redução na incidência de vários sintomas de TPM, como dor nas costas e sensibilidade, bem como diminuição na intensidade da dor da dismenorreia.

Síndrome dos Ovários Policísticos

Muito prevalente nas mulheres, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) consiste em um somatório de alterações e sintomas, como aumento da testosterona, hirsutismo, ovários com múltiplos cistos, pouca ou ausência de ovulação, aumento de peso e resistência à insulina. A literatura científica demonstra benefícios em diversos aspectos da SOP.

Uma metanálise, conduzida por Lagowska et al. (2018), avaliou os efeitos da suplementação de vitamina D em pacientes com SOP e concluiu-se que esta intervenção foi capaz de proporcionar melhora da resistência à insulina, por reduzir o HOMA-IR e a glicemia de jejum.

Um estudo duplo-cego randomizado, realizado por Jafari-Sfidvajani et al. (2018), avaliou a suplementação de vitamina D isolada ou associada com uma dieta hipocalórica em mulheres com SOP, além do grupo placebo. As mulheres de ambos os grupos que receberam a suplementação de vitamina D tiveram maior regulação do ciclo menstrual, da redução de peso e da circunferência de cintura. Ademais uma metanálise conduzida por Miao et al. (2020) associa a suplementação deste nutriente com a melhora da resistência insulínica e do hiperandrogenismo, além da redução das concentrações séricas de LDL-c, em quadros de SOP.

Endometriose

A endometriose é uma condição com grande prevalência e afeta em torno de 6 a 10% das mulheres em idade reprodutiva. Ela é classificada como uma doença crônica, inflamatória e dependente de estrogênio, caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Qiu, Yuan e Wang (2020), em uma metanálise, correlacionaram a presença de endometriose em mulheres que tinham menores concentrações séricas de vitamina D. Além disso, os autores apontaram que as concentrações séricas destes nutrientes se correlacionaram negativamente com a severidade desta doença.

Menopausa

Menopausa é o nome dado ao período em que as mulheres têm a sua última menstruação, que ocorre, normalmente, na idade entre 45 a 55 anos. Diversos são os sintomas inerentes a esta fase, como fogachos, insônia, redução do humor, perda de libido, entre outros. Além disso, nesta fase, há aumento no risco de desenvolvimento de algumas doenças, como osteoporose, doenças cardiovasculares e obesidade.

Um estudo feito por Schmitt et al. (2018) avaliou a deficiência de vitamina D em 463 mulheres menopausadas, com idade entre 45 a 75 anos, e a associação com síndrome metabólica. Os autores observaram que o grupo que tinha suficiência de vitamina D era aquele com menor prevalência de síndrome metabólica, menores concentrações de insulina de jejum, colesterol total e triglicerídeos e maiores níveis de HDL-c, quando comparado ao grupo de mulheres com deficiência de vitamina D.

Conforme Askin et al. (2019), mulheres com níveis normais de vitamina D tinham sintomas pós-menopausa menos severos, além de melhor função sexual. Os autores ainda pontuam que este nutriente, em níveis normais, proporciona redução da dor corporal das mulheres na menopausa, por meio da preservação dos níveis de serotonina, assim, aliviando os sintomas vasomotores. É importante dosar os níveis de vitamina D em mulheres menopausadas e adequar os níveis séricos deste nutriente, de forma a otimizar a qualidade de vida delas.

Dessa forma, pode-se concluir que a adequação dos níveis corporais de vitamina D, através de sua suplementação, é aliada da melhora de diversos quadros associados à saúde da mulher, contribuindo para a restauração do seu bem-estar de forma integrada. Vitamin D3 MCT Health é um suplemento alimentar formulado com vitamina D3 veiculada em triglicerídeos de cadeia média (TCM), fornecendo suporte equilibrado para reposição desse nutriente na rotina.

REFERÊNCIAS

ŁAGOWSKA, K., BAJERSKA, J., JAMKA, M. The Role of Vitamin D Oral Supplementation in Insulin Resistance in Women with Polycystic Ovary Syndrome: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials., Nutrients, v.2, n.11, 2018.

JAFARI-SFIDVAJANI, S. et al. The effect of vitamin D supplementation in combination with low-calorie diet on anthropometric indices and androgen hormones in women with polycystic ovary syndrome: a double-blind, randomized, placebo-controlled trial. J Endocrinol Invest., v.41, n.5, p.597-607, 2018.

BAHRAMI, A. et al. High dose vitamin D supplementation can improve menstrual problems, dysmenorrhea, and premenstrual syndrome in adolescents. Gynecol Endocrinol., v. 34, n. 8, p. 659-663, 2018.

SCHMITT, E.B. et al. Vitamin D deficiency is associated with metabolic syndrome in postmenopausal women. Maturitas, v. 107, p.97-102, 2018.

JAROSZ, A.C.; EL-SOHEMY, A. Association between Vitamin D Status and Premenstrual Symptoms. J Acad Nutr Diet, v.119, n.1, p.115-123, 2019.

MIAO, CY. et al. Effect of vitamin D supplementation on polycystic ovary syndrome: A meta-analysis. Exp Ther Med., v.19, n.4, p. 2641-2649, 2020.

SYMONS, L. K. et al. The Immunopathophysiology of Endometriosis. Trends in Molecular Medicine, v. 24, n. 9, p. 748-762, 2018.

QIU, Y.; YUAN, S.; WANG, H. Vitamin D status in endometriosis: a systematic review and meta-analysis. Arch Gynecol Obstet., v.302, n.1, p.141-152, 2020.

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