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Microbiota Intestinal: Suplementação de Prebiótico x Doenças Crônicas Não Transmissíveis

Microbiota Intestinal (MI): um novo alvo para auxiliar na prevenção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs)

A MI passou a ser considerada, na última década, um novo alvo para a prevenção e manejo nutricional das alterações inflamatórias e metabólicas associadas às DCNTs. Ela modula vários aspectos da fisiologia humana, atuando no epitélio intestinal e no sistema imunológico do indivíduo.

A MI é composta por diversas bactérias e, quando sofre alteração em sua composição, acaba favorecendo o aparecimento de fenômenos inflamatórios e alterações metabólicas que contribuem para o desenvolvimento de patologias crônicas (GASALY et al., 2020).

Sendo assim, a MI é hoje um importante alvo nutricional e terapêutico para prevenir o aparecimento de distúrbios metabólicos e suas complicações.

Hábitos alimentares: os principais reguladores da MI.

A dieta é o principal contribuinte para a regulação da MI, visto que o consumo frequente de alimentos considerados “não saudáveis” favorece o desenvolvimento de disbiose intestinal, influenciada pela diminuição dessas bactérias “boas”, o que reduz a capacidade de absorção dos nutrientes. Já o consumo de componentes reguladores como, por exemplo, prebióticos, probióticos e/ou fitoquímicos, podem promover e manter o seu equilíbrio.

Gasaly et al. (2020) dizem que, secundariamente, outros fatores também podem influenciar a composição da MI, como: o uso voluntário ou involuntário de xenobióticos, a origem genética do indivíduo, a prática ou a falta de atividade física e o seu estilo de vida.

Prebióticos: fibras solúveis que favorecem o crescimento de populações bacterianas benéficas à MI.

Os prebióticos são ingredientes alimentares (ou substâncias) não digeríveis com efeitos benéficos à saúde. Trata-se principalmente de fibras alimentares solúveis que, se consumidas com frequência, favorecem o crescimento de populações bacterianas importantes para a MI (Lactobacillus e Bifidum), tendo um impacto favorável na saúde.

Eles são os principais substratos energéticos das bactérias da MI, incluindo amido resistente, polissacarídeos não amiláceos, oligossacarídeos e açúcares alcoólicos, tanto naturais quanto sintéticos, e estão associados à grande maioria dos efeitos fisiológicos benéficos da MI por conta da sua fermentação, que gera ácidos graxos de cadeia curta, voláteis, capazes de estimular receptores em diversos tecidos do corpo, auxiliando principalmente no papel contra o desenvolvimento de DCNTs. Além disso, são capazes de diminuir o pH do intestino e o tempo de trânsito intestinal, o que aumenta o volume do bolo fecal e a frequência das evacuações, diminuindo certas condições intestinais e sistêmicas (GASALY et al., 2020; GUILLOT, 2018).

Guillot (2018) e Corzo et al. (2015) demonstram os principais efeitos benéficos à saúde, considerando os prebióticos reconhecidos:

Inulina e Fruto-oligossacarídeos

Enquanto o primeiro é composto por oligossacarídeos e polissacarídeos, o segundo é composto apenas por oligossacarídeos. Ambos chegam intactos ao cólon, pois não são absorvidos pelo trato digestivo superior, onde são metabolizados pela microbiota intestinal. Por isso, são adicionados em vários alimentos, como iogurtes, cereais, biscoitos, entre outros desenvolvidos pela indústria alimentícia.

Galacto-oligossacarídeos

Eles estimulam o crescimento de bactérias produtoras de ácido láctico e são encontrados naturalmente no leite humano e animal. Eles são produzidos pela indústria a partir da lactose do soro do queijo e adicionados a diversos alimentos.

Lactulose

Sua atividade bifidogênica é reconhecida desde a década de 1960. Trata-se de um dissacarídeo sintético-resistente que não é hidrolisado no intestino delgado e atinge o cólon sem modificação, onde é metabolizado. Seu uso é aceito na constipação crônica e encefalopatia hepática, sendo importante determinar a dose adequada, pois seu excesso pode causar flatulência e diarreia.

Oligossacarídeos do leite materno

Eles desempenham um papel importante na proporção das bifidobactérias presentes no intestino da criança. Constituem um efeito bifidogênico e anti-infeccioso e, hoje, são comercializadas muitas fórmulas lácteas que os contêm em proporção semelhante ao leite materno. A tolerância é relatada como boa em recém-nascidos prematuros e com peso normal ao nascer, pois apresentam altas concentrações de bifidobactérias e lactobacilos, sem efeitos adversos no período de lactação.

Estudos recentes mostram ainda a eficácia da suplementação de prebióticos no auxílio ao tratamento das seguintes doenças ou casos:

Obesidade, caquexia do câncer, declínio cognitivo, doença hepática gordurosa não alcoólica, diabetes mellitus tipo 2, doença renal crônica e várias outras, inclusive, COVID-19, sendo sugeridos mais estudos para assertividade das prescrições (ABENAVOLI et al., 2019; DHAR; MOHANTY, 2020; HERREMANS et al., 2019; HEYCK; IBARRA, 2019; HU et al., 2019; WOLDEAMLAK, et al., 2019; LAI et al., 2019).

A B.Health oferece um prebiótico com formulação de fibras exclusivas, elaborado na proporção ideal, podendo promover o equilíbrio da flora intestinal, com isso, favorecendo o funcionamento do intestino de maneira regular e saudável e  auxiliando  no controle dos níveis da glicemia, do colesterol e da saciedade.

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Referências

GASALY, N.; RIVEROS, K.; GOTTELAND, M. Fitoquímicos: una nueva clase de prebióticos. Rev. chil. nutr. vol.47 no.2 Santiago abr. 2020. Disponível em: <https://scielo.conicyt.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0717-75182020000200317&lang=pt> Acesso em: 30 set. 2020.

GUILLOT, C. C. Actualización en prebióticos. Revista Cubana de Pediatría, [S.l.], v. 90, n. 4. 2018. ISSN 1561-3119. Disponível em: <http://www.revpediatria.sld.cu/index.php/ped/article/view/648/235>. Acesso em: 30 set. 2020

CORZO, N. et al. Prebióticos; concepto, propiedades y efectos beneficiosos. Nutr Hosp. 2015;31(Supl. 1):99-118. ISSN 0212-1611. Disponível em: <http://www.aulamedica.es/nh/pdf/8715.pdf> Acesso em: 30 set. 2020.

ABENAVOLI, L. et al. Gut Microbiota and Obesity: A Role for Probiotics. Nutrients. v. 11, (11) 2690. Nov. 2019. Disponível em: < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31703257/> Acesso em: 30 set. 2020.

DHAR, D.; MOHANTY, A. Gut microbiota and Covid-19- possible link and implications. Virus Res. 2020; 285:198018. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32430279/> Acesso em: 30 set. 2020.

HERREMANS, K. M. et al. The Microbiota and Cancer Cachexia. International journal of molecular sciences, v. 20, n. 24, 2019. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31842339/> Acesso em: 30 set. 2020.

HEYCK, M.; IBARRA, A. Microbiota and memory: A symbiotic therapy to counter cognitive decline? Brain circulation, v.5, n.3, p. 124-129. 2019. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31620659/> Acesso em: 30 set. 2020.

HU, H. et al. Intestinal microbiome and NAFLD: molecular insights and therapeutic perspectives. Journal of gastroenterology. v. 55, n. 2, p. 142-158. 2020. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6981320/> Acesso em: 30 set. 2020.

WONDEANLAK, B. et al. Role of Gut Microbiota in Type 2 Diabetes Mellitus and Its Complications: Novel Insights and Potential Intervention Strategies. Korean J Gastroenterol. v. 74. n. 6. p. 314-320. 2019. Disponível em: < http://www.kjg.or.kr/journal/view.html?doi=10.4166/kjg.2019.74.6.314> Acesso em: 30 set. 2020.

LAI, S. et al. Effect of Low-Protein Diet and Inulin on Microbiota and Clinical Parameters in Patients with Chronic Kidney Disease. Nutrients. v. 11. n. 12. P.3006. 2019. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31818021/> Acesso em: 30 set. 2020.

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