Cinco Estratégias Nutricionais para Potencializar a Detoxificação

Cinco Estratégias Nutricionais para Potencializar a Detoxificação

O que é detoxificação?

Nos últimos anos, a detoxificação ganhou grande destaque, porém não da forma que ela merecidamente deve ser reconhecida tanto por profissionais quanto por leigos no assunto. Primeiramente, é fundamental explicá-la, de forma a entender sua importância para o corpo: a detoxificação é um processo naturalmente realizado, pelo organismo, para modificar, de forma química-estrutural, os xenobióticos (para um fácil entendimento, xenobióticos são quaisquer substâncias estranhas ao organismo – desde toxinas de alimentos, pesticidas, poluentes até fármacos; mas,  neste texto, vamos focalizar principalmente aquilo que é tóxico a nós), tornando-os menos ou nada tóxicos ou quimicamente inativos para que possam ser excretadas.

Detoxificação: como ocorre e o que impacta em sua homeostase?

A detoxificação ocorre em três etapas principais, sendo que em todas há uma alta demanda de nutrientes para que seja feita de forma eficaz. É um processo cíclico, que acontece a todo o momento, principalmente no fígado e intestino, tendo o corpo uma grande capacidade de detoxificação. Porém, devido ao padrão alimentar da população, assim como ao estilo de vida atual – rico em alimentos ultraprocessados, alta exposição a plásticos, agrotóxicos e poluentes, metais tóxicos, entre outras toxinas – o organismo fica sobrecarregado, o que pode prejudicar  a detoxificação.

Dessa forma, a alimentação aliada à prescrição de suplementos clean label, com fórmulas inteligentes e com matéria-prima de qualidade, como a linha de produtos da B.Health, é fundamental para que a detoxificação ocorra efetivamente, reduzindo o risco de as toxinas se acumularem e levarem à inflamação, ao estresse oxidativo e, consequentemente, ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Por isso, nosso time de especialistas separou algumas estratégias nutricionais para você aplicar na sua prática clínica, com isso, potencializando o processo de detoxificação e cuidando de forma integrada do seu paciente:

1. Inclua alimentos que melhoram o status de glutationa – a glutationa é um tripeptídeo que desempenha papel fundamental na redução do estresse oxidativo, no aumento da desintoxicação e na regulação da função do sistema imunológico. Assim, a otimização dos seus níveis é essencial para manter a detoxificação eficaz, visto que a glutationa atua diretamente no processo e na indução da glutationa-s-transferase, enzima da fase II desse processo. Crucíferas (brócolis, couve, repolho, couve-flor, entre outras), própolis, frutas da família citrus (limão, laranja, mexerica, entre outras), chá-verde, espinafre, abacate e cúrcuma são alguns dos alimentos que devem ser inclusos no dia a dia do paciente de forma a melhorar esse status no organismo.

2. Prescreva alimentos e nutrientes que estimulem a Nrf2 – esse é um fator de transcrição que deve ser ativado diariamente nos seus pacientes, pois é responsável pelo aumento da síntese de enzimas envolvidas no processo e um dos principais reguladores da detoxificação, além de estimular efeitos anti-inflamatório e antioxidante. Alecrim, glutamina, cúrcuma, suco de uva integral, chá-verde, frutas vermelhas e roxas, maçã, crucíferas, entre outros, são alimentos e nutrientes capazes de promover ativação da via Nrf2.

3. Cuide do intestino – é um dos principais órgãos nos quais ocorre a detoxificação, além de ser o local de eliminação dos xenobióticos modificados no processo. Assim, indica-se ajustar o consumo de água, promover o consumo de alimentos ricos em fibras (inclusive, aquelas com ação prebiótica, como chicória, cebola, banana-verde, psyllium, farelo de aveia, entre outros) e, se necessário, suplementar probióticos e glutamina de forma a reduzir o risco de disbiose e melhorar a função intestinal.

4. Reduza a exposição às toxinas – é uma forma de potencializar a detoxificação e também não sobrecarregar o organismo com as toxinas. Reduzir o consumo de alimentos com agrotóxicos, eliminar recipientes plásticos, orientar a ingestão de peixes menos contaminados por metais pesados, informar sobre alimentos contaminados com aflotoxinas e outras toxinas fúngicas são alguns dos pontos importantes que devem ser trabalhados no consultório com o seu paciente.

5. Promova o cuidado integrado – físico, mental e emocional – sabemos que, assim como a B.Health, você acredita na integração das múltiplas dimensões do ser humano (física, mental e social) como caminho do bem-estar real. Por isso, estimule seu paciente a atentar-se para a qualidade do sono, o estresse, as relações tóxicas, as crenças limitantes, a sobrecarga emocional e física, além de estimular atitudes positivas.

A B. Health conta, em sua linha, com o Balance Juice, formulado com ingredientes como couve, chá-verde, limão e fibras, em uma tecnologia de ponta que preserva a atividade dos ativos presentes nesses alimentos e que auxilia no processo de detoxificação. Sabor natural, livre de adição de açúcares e de outros aditivos químicos, é prático para incluir na rotina corrida dos seus pacientes e garantir o consumo de vitaminas, minerais, compostos bioativos e fibras.

Referências

PASCHOAL, V.; NAVES, A.; FONSECA, da A. B. L. Nutrição Clínica Funcional: dos princípios à prática clínica. São Paulo: Valéria Paschoal Editora, 2014.

HODGES, R. E.; MINICH, D. M. Modulation of Metabolic Detoxification Pathways Using Foods and Food-Derived Components: A Scientific Review With Clinical Application. Journal of Nutrition and Metabolism, 2015:760689, 2015.

CLINE, J.C. Nutritional aspects of detoxification in clinical practice. Alternative Therapies in Health and Medicine, v. 21, n. 3, p. 54-62, 2015.

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MINICH, D. M.; BROWN, B. I. A Review of Dietary (Phyto)Nutrients for Glutathione Support. Nutrients, v. 11, n. 9, p. 2073, 2019.

HOUGHTON, C. A. et al. Sulforaphane and Other Nutrigenomic Nrf2 Activators: Can the Clinician’s Expectation Be Matched by the Reality?. Oxidative Medicine and Cellular Longevity, v. 2016, 2016.

KIEFFER, D. A.; MARTIN, R. J.; ADAMS, S. H. Impact of Dietary Fibers on Nutrient Management and Detoxification Organs: Gut, Liver, and Kidneys. Advances in nutrition, v. 7, n.6, p.1111-1121, 2016.

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